28.10.09

Quantos oposicionistas ainda restam no mundo?


Hoje, conversando com algumas pessoas, alguém questionou: " A China deixou de ser comunista; as liberdades democráticas foram restabelecidas; o direito à associação de categorias profissionais, sociais ou culturais está liberado; o direito à opinião está garantido; os direitos aos trabalhadores ou trabalhadoras ao menos se equiparam aos países da América do Sul; existe tolerância ao homossexualismo; a imprensa é livre?

Acho que nada disso está acontecendo na China. Por que será que os meios de comunicação não fazem essa crítica comparativa aos investimentos das grandes multinacionais naquele país? Será que Cuba é o maior país ameaçador das liberdades, do respeito às condições humanas de sobrevivência? Ou há um grande pacto mundial da mídia a favor dos seus anunciantes que exploram o povo chinês, já que é o último mercado que lhes resta? A África foi transformada em uma favela, a América do Sul às vezes é parceira no tráfico de drogas, às vezes é inimiga por ter o poder legítimo sobre a Amazônia, a Coréia eles repartiram... Por que hoje ninguém critica o regime comunista chinês ou outros tão convenientes, mesmo os ditos democráticos que oprimem suas populações? Não falo de uma matéria perdida aqui e acolá. Por que não relacionam os grandes investimentos do mundo capitalista dominante com a miséria total dessas populações? Isso é ser comunista? As leis que legitimaram os crimes no Vietnã, na América Central, na do Sul, na África, foram justificadas respondendo sim a essa pergunta.
Existe ainda apenas liberdade de expressão ou de exploração?
Não defendo nenhum tipo de totalitarismo. Defendo justiça e direito para todos.

26.10.09

Anúncio "quentura".


Meus amigos fumantes que me desculpem, mas, não resisti ao impacto desta campanha. Isso é que é anúncio "quentura"! Supercriativo e objetivo, como uma boa comunicação tem de ser. Mais uma prova de que objetividade nada tem a ver com obviedade. É só queimar alguns neurônios... Claro, tem que existir algum tempo para isso. Tempo versus criatividade: fatores que nem sempre agência e cliente conseguem equacionar.

20.10.09

Um brinde à elegância na criatividade!



Caraca, dá vontade de antecipar o final de semana! Beleza, sensualidade e impacto visual. Isso é que é uma imagem falar mais que mil palavras, principalmente as do tipo "imperdível", "imbatível"... E fala mais ainda que a caduca exploração gratuita da sensualidade nos comerciais. Tim,tim! E aí, você vai brindar também?

Claro que não estou simplesmente comparando a linguagem de um anúncio de produto com as campanhas de varejo. O que pretendo é levantar reflexões, porque cada segmento tem seus bordões, vícios e suas formas específicas de comunicação. O que enfatizo é que o anúncio acima foge das regras estabelecidas: não tem sedução barata, uso deselegante de corpos femininos e masculinos se confundindo com o produto, não tem cenas de consumo ou de ação. No entanto, é sedutor, tem sensualidade sem ter sexo, tem ação sem fazer uso das batidas cenas de esporte, é sofisticado sem propagar uma falseada vida de glamour de alguma estrela do cinema e da TV.

E, ousando ir mais além com apenas um anúncio, deixo reflexões para o mercado de varejo. Nada tem que ser como sempre foi; não precisamos usar “ad infinitun” expressões cansadas, estéticas caducas ainda do início da propaganda no Brasil. A comunicação serve, entre outras coisas, para diferenciar produtos, serviços e ideias. E não para deixá-los iguais aos olhos do consumidor, propagados por campanhas marcadas pela acomodação, falta de ousadia e, muitas vezes, de informação.

14.10.09

Boa ideia para as eleições 2010.


Grande sacada desta ação, hein? Como 2010 já está próximo e é ano de eleições, fica a sugestão pra alguém se inspirar nesta campanha da Nike e trocar a bola pela cabeça dos políticos desonestos e inoperantes. Eita! É capaz de não ter espaço pra veicular tantas versões...

As novidades relevantes do mundo da comunicação, além da minha inspiração, influem na periodicidade das postagens no comunicausos. Por isso, às vezes demora um pouco pra ter coisa nova por aqui. Se possível, deixe seu comentário no link abaixo. Sua opinião é sempre importante para qualificar mais o debate e as reflexões. Obrigado pela visita.
Abração,
Paulo Costa.

10.9.09

Ponto-de-venda peso pesado.


Neste 11 de setembro, um ponto-de-venda demolidor, com esta frente de loja ressaltando uma das marcas mais bombadas da história contemporânea, que contagiou várias gerações com sua vibração. Pegando uma carona nas pedras que rolam há mais de 40 anos: It´s only rock´n´roll, but I like it!

13.8.09

Brincadeira levada a sério.



A velha e sempre atual frase dos orientais diz tudo sobre esta campanha: "Uma imagem vale mais que mil palavras". Bela, lúdica e criativa comunicação para marcar meio século de existência dos "tijolinhos" da Lego (a marca existe desde 1932, segundo o site http://next.jvm.de). Foi criada por uma agência ou seja lá o que for aquilo lá de Hamburgo, Alemanha . A estratégia foi usar imagens marcantes de fatos históricos políticos, esportivos, etc, dos últimos 50 anos. Como o ato de coragem ou desespero do Chinês que enfrentou a burocracia comunista com a alma e o coração pulsando por liberdades. Com esta sacada a campanha ainda reiventa Marshall MacLuhan quando mostra que o produto é a mensagem. Show!




Outro momento histórico resgatado: a grande luta de Muhammad Ali e Joe Frazier, com o "nocaute" do século. Ponto pra criatividade.




A queda do muro de Berlim também foi lembrada. Isso sim é uso consistente e criativo de referências. E não as cópias que algumas campanhas fazem de outras ultimamente, o que já está virando "tendência" principalmente na TV. Senti falta de um acontecimento que marcou para sempre uma profunda e ampla mudança na cultura e no comportamento das pessosas: o Festival Woodstock, que completa 40 anos, hoje, 13 de agosto de 2009. "Peace and love for all!"

31.7.09

A mola e o porco.


Tava em um boteco dia destes quando ouvi um papo maluco em uma mesa ao lado. Achei que tava meio biritado e até duvidei do que a galera exaltada discutia com seriedade - e com profundidade. O embate de ideias envolvia porco, mola, vírus e automobilismo. Coisa de doido, né? Seria uma corrida maluca entre um suino e um fórmula 1 ou um novo clone? Um porco saltitante, um porcoru ou canguporco? Um vírus corredor? Depois saquei que a moçada tava mesmo contagiada pela "informatite", provocada pelas notícias suino-automobilísticas das últimas semanas. Cá entre nós, no afã de esticar assunto precisava requentar tanto a gripe suina e a falta de sorte de Felipe Massa? E com detalhes de fazer um Einstein se sentir ignorante: fórmulas de física para calcular a velocidade da mola que atingiu o Massa; detalhes da genética suina e do DNA do vírus que gera "uma gripe comum que mata"; um capacete super-herói, indestrutível. Bem, quase, se não fosse a mola. O bicho aguenta até bala de fuzil, mas, mola não. Que saco! Todo dia, toda hora: mola, porco, mola, porco... Dá até pra se formar em genética ou em física, quiçá virar designer de capacete. Pensei até em abrir um negócio, já que virei um expert graças aos telejornais. Mas, fiquei na dúvida entre corrida de porco ou vacina contra mola.

27.7.09

Toda maneira de (fisgar) amor vale a pena?


Pelo mundo todo, devido à falta de tempo ou de simples atenção aos sentimentos, está cada vez mais distante a aproximação entre as pessoas. O que revela grande contradição destes tempos globalizados, onde todos podem "se plugar" de todas as formas. As teorias e dicas mirabolantes para homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres poderem ter a oportunidade de algum relacionamento multiplicam-se "ad infinitun". Uma editora de New York fez está ação hilária para promover um guia com 150 dicas para as mulheres capturarem o homem desejado: um alçapão onde a isca é uma caixa de cerveja. Bem, pelo menos tem criatividade e é engraçada e, quem sabe, pode funcionar... Será que o velho "gostaria de lhe conhecer melhor" entrou de vez no buraco negro das expressões e atitudes simples, desaparecendo no universo? As armadilhas da paixão estão ficando cada vez mais sofisticadas? Qual seria a isca para homens "capturarem" mulheres? Toda maneira de fisgar um amor vale a pena?

22.7.09

Perguntas que não querem tostar...



E se a mesma coisa acontecer com os homens? Ficaremos bem passados ou moles? Viraremos picanhas e costeletas ambulantes? O mundo vai se transformar em um gigantesco grill? O mar vai pegar fogo e não vai ter ninguém pra comer peixe frito? A expressão "hot sex" perderá o sentido? É isso que nos espera? Ops, esqueci o ar condicionado ligado... E você, anda esquecendo coisas simples e aquecendo o planeta? "Stop Global Warming", criativa campanha. E oportuna, antes que os consumidores desapareçam...

19.6.09

Chupadas e seus (d)efeitos colaterais.


No grupo de e-mails do Clube de Criação de Pernambuco, recentemente, voltou à tona a velha discussão do plágio (Chupada) versus busca de referências (Tendências). Fiquei surpreso ao ver algumas pessoas do meio publicitário defenderem a chupada explícita - sem trocadilhos, por favor! - como fonte "natural" da criação publicitária. Primeiro porque é uma enorme contradição: se é chupada, não é criativo. Segundo, porque é muita cara-de-pau. Uma coisa é pesquisar referências, estar atento às tendências. Outra é copiar, é se apropriar de um bem que não nos pertence, no caso, a ideia criativa. Fazer um comercial para a televisão onde praticamente todas as cenas e a ordenação delas são absolutamente iguais as de outro VT, clip ou filme aí não dá. Resguardadas as ditas paródias, que partem de uma obra, mas, concebem outra.

É válido e necessário apreendermos informações, estéticas e conceitos para alimentar nossa capacidade reflexiva, para termos pontos de partida - os insigths - para colocarmos tudo dentro do sampler que é o nosso cérebro e criar coisas novas, dar o famoso "algo mais" a toda cadeia produtiva - sem trocadilhos, de novo! - valorizando a nossa profissão. Em respeito à publicidade, aos profissionais, aos clientes e aos consumidores. Em respeito ao mundo que estamos ajudando a construir com nossas ideias e, principalmente, com nossos atos.

Portanto, fiquemos antenados ao universo que nos envolve, mas, fiquemos ligados à ética, enquanto profissionais de comunicação e sujeitos de uma realidade que precisa ser nutrida constantemente pelo bem. Porque o mal tá fazendo a parte dele direitinho...

17.6.09

Grito em silêncio.



Mais uma da propaganda a serviço de causas nobres. Por que todo Clube de Criação ou Clube da Propaganda, sindicatos, agências, fornecedores ou qualquer grupo de comunicadores sensíveis às questões que nos remetem a um mundo melhor não se juntam com mais frequência para promover ações como esta?

Que sacada, hein?

21.5.09

Roteiro: a arte de começar pelo fim.


Há muitos anos, acho que ainda na minha adolescência, assisti a uma entrevista de Chico Anísio que marcaria minha trajetória profissional. Se alguém, nestes tempos midiáticos e voláteis – não necessariamente nessa ordem – já esqueceu quem é Chico Anísio, anota aí: é ator (desde os anos 50, nas Chanchadas), diretor, produtor, escritor, roteirista, um dos mestres da televisão brasileira, criador de mais de 200 personagens, um dos responsáveis pela linguagem da nossa “telinha”, em especial, do humor. Sem falar na trajetória no rádio, no teatro...

Bem, na dita entrevista, Chico Anísio disse, com a maior naturalidade do mundo, que concebia seus textos e suas piadas como os chineses: de trás para frente. Eu ainda não trabalhava com audiovisual, acho que nem pensava nisso, por isso não entendi como seria possível tal escrita, aqui em nosso mundo ocidental. Como sentar diante da página em branco e escrever uma história começando pelo fim?

Como dizia o velho jingle, “o tempo passa, o tempo voa...”, e me vejo roteirizando e dirigindo documentários e comerciais de TV. E dando cursos sobre isso. Quando comecei a esboçar minhas primeiras aulas, a pesquisar sobre o assunto, qual não foi a minha surpresa ao me deparar de novo com a grande dica de Chico Anísio. Dessa vez, organizada em manuais, como os de Doc Comparato e Syd Field, dois grandes estudiosos e organizadores de métodos que nos ajudam a compreender os meandros da narrativa audiovisual. Ambos, cada um a seu modo, afirmam que antes de escrever a primeira linha de um roteiro, seja qual for o formato, devemos ter em mente o final da história, pelo menos um esboço.

Claro! Ninguém entra em um carro e, depois de percorrer cinco ou dez quilômetros, começa a pensar para aonde está indo. Quando isso acontece o motorista já se perdeu. O mesmo ocorre quando estamos frente a frente com a angustiante página em branco, cheios de idéias e sentimentos que dariam “um roteiro fantástico!”. Se começarmos a escrever sem rumo, sem saber para aonde vai a história, dificilmente completaremos o trajeto, a narrativa poderá se perder. É bem mais fácil definir primeiro qual o destino da nossa história e, depois disso, construir a “estrada” até ele. Do contrário, corremos o risco de pegarmos qualquer caminho, pois, sempre surgem muitos, que nos levarão a... lugar nenhum.

Portanto, muita atenção na hora de escrever o seu roteiro, porque, como dizia um dos personagens de Chico Anísio, o prefeito Walfrido Canavieira: “Palavras são palavras, nada mais que palavras”.

10.5.09

O descaso no paredão.



Já que o Dia das Mães ainda tá fresquinho na memória da gente, que tal continuar pensando em cuidado, em amor, em carinho e atenção ao futuro do planeta e ao dia-a-dia de uma galera que tanto precisa? Pois é... Comunicação e marketing são apenas instrumentos e, ao contrário do que muita gente pensa, também servem ao bem. A prova taí, nesta sacada criativa e impactante.

3.5.09

Feriado limpo, já!


Mais um feriado prolongado chega ao fim. Além da alegria que muita gente traz de volta na mala, o que é necessário nestes tempos de falta de tempo, fico pensando no rastro de sujeira que ficou pelos caminhos, praias e florestas. Fico impressionado com o lixo que muita gente, independente de classe social e nível de educação, joga no mundo, como se o planeta fosse uma latrina. E a sujeira vem do carro importado e da bicicleta, do "careta" e do "cabeça". É o bicho dito racional reduzindo a possibilidade de renovação da vida de outros bichos (irracionais?) e plantas. Como se não bastassem as queimadas, o crescimento desordenado das cidades, a poluição visual da propaganda e a das indústrias, ainda temos a poluição individual. Cada um fazendo a sua parte... a sua sujeira. É uma verdadeira democracia, quando se trata da falta de cuidado com os espaços públicos. Acho que em vez de público, a maioria acha que é de ninguém. E assim pode se tornar um dia: Planeta Terra... de ninguém. Vamos jogar limpo no próximo feriado? Plante esta ideia!

11.4.09

Fumaça nos olhos?


Conscientizar as pessoas sobre os problemas de saúde, ambientais (lixo) e sociais provocados pelo cigarro, claro, é necessário. Mas, como fazer isso, de forma criativa e impactante, sem transformar a vítima em réu? O que você acha de campanhas iguais a esta? Culpa ou conscientiza? Deixe seu comentário.